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#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

29
Jun22

50 Anos do ISCTE

Armando Isaac

No dia 28 de Junho de 2022, realizou-se o Grande Encontro dos estudantes que terminaram os seus cursos entre 1975 e 1989, comemorativo dos 50 anos do Iscte.

O programa inicou-se pelas 19h00 com o acolhimento, seguido de visitas guiadas ao campus, após o que foram dadas as boas vindas a todos os participantes. Seguiu-se uma interessante actuação da Tuna do Iscte, após o que foi servido o jantar. Findo este seguiram os discursos, sobre projectos de futuro, pela Reitoria do Iscte e Direção do Alumni Clube do Iscte, após o que houve momentos de animação, concursos e abertura da pista de dança.

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

17
Mai22

As Sete Saias

Armando Isaac

As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar. Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete. 

A sua origem não é de simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso de sete saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto todos parecem estar de acordo: as várias saias (sete ou não) da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar. As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre “compostas

O traje da mulher nazarena é notável pela sua beleza e harmonia. De trabalho ou de festa, o traje reflecte não só a forte personalidade das nazarenas, mas adapta-se também à sua lida diária – amanho, venda e seca de peixe. É por isso prático, funcional e protector do frio e da maresia, permitindo-lhes movimentos desembaraçados, mas mantendo-as sempre compostas.

No traje de trabalho as mulheres usam saia de baixo branca, por cima desta 2 ou 3 saias de flanela colorida caseadas a lã; algibeira; saia de cima de caxemira ou terilene ; avental de “riscado”, de cor escura e com bolsos; casaco ou blusa simples; cachené; xaile traçado e chinelas ou descalças. 

Fonte: Google

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

16
Mai22

Rancho TÁ-MAR

Armando Isaac

Este Rancho, criado em 1934 por Carlos Ferreira com o nome de Rancho da Nazaré, mais tarde foi estruturado etnográficamente pelo Dr. José Maria de Carvalho Júnior, Médico, pessoa muito culta e estudiosa, amigo desta terra e do seu povo. Foi o Dr. Carvalho quem elaborou a parte principal do repertório deste Rancho, quando, nas suas horas vagas, andando de porta em porta e falando com as pessoas mais idosas desta terra, foi tomando nota das danças e cantares dos velhos tempos. Mais tarde o Rancho ficou entregue aos cuidados de Eduardo Isaac que manteve a sua orientação acompanhado por Eleutério de Sousa Neves , Manuel de Oliveira Meca e Júlio Curado.

Foi, a partir de 1936, aquando da sua primeira exibição no Teatro Nacional D. MARIA II, em Lisboa, na festa de homenagem ao ilustre escritor Dr. Alfredo Cortês e estando em cena a peça da sua autoria “TÁ-MAR”, dedicada à Nazaré e ao seu povo, que este grupo adoptou o nome de Rancho Folclórico “TÁ-MAR”. Este Rancho, que, pela sua genuídade, é considerado o mais típico de Portugal, tem por finalidade manter vivas e dar a conhecer ao mundo as tradicionais danças e cantares da Nazaré, que tanto interesse despertam, pela sua alegria e pelo seu sabor especial a coisas das gentes do mar.

Fonte: Google

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DSCF9334.jpgFotos: © 2022 Armando Isaac

 

11
Mai22

Extração do Mármore de Estremoz

Armando Isaac

Os mármores são rochas formadas dentro da terra por meio do esfriamento do magma. No interior da terra, após uma camada de manto, localiza-se uma profunda camada de rocha derretida formada através de reações dos elementos radioativos, que acaba por sofrer um processo de decomposição. O material em decomposição libera uma intensa onda de calor que funde as rochas ao redor. Os acontecimentos geológicos, como o movimento de placas ou pressão, fazem com que essas rochas sejam empurradas para a superfície. Quando as rochas chegam à superfície da terra ocorre um resfriamento, originando assim rochas ígneas internas, entre elas o granito e o mármore.

O processo de extração do mármore tem início nas jazidas. As jazidas são reservas naturais em grandes montanhas rochosas, local onde as pedras estão em seu estado natural. Para o sucesso da extração, são necessários equipamentos apropriados e equipe profissional bem preparada, pois a atividade é delicada e requer segurança de pessoal e preservação das pedras no momento da extração.

Para se “fatiar” a rocha em um tamanho menor, diversas são as ferramentas utilizadas dentre elas: máquinas de fio diamantado, hidrobags, marteletes, brocas diamantadas, de entre outros.

O primeiro pedaço de rocha é chamado de bancada ou prancha, o qual tem uma medida aproximada de 12 metros de comprimento X 6m de altura X 1,80 de largura. Após retirada a bancada, a mesma será analisada por um profissional treinado que irá demarcar essa rocha em várias áreas para um novo recorte, onde desse recorte serão produzidos os blocos (cubos menores de pedras de aproximadamente 3 m x 1,8 m x 1,8 m). Para movimentar os blocos dentro das jazidas, do local da extração até o pátio de armazenagem, grandes tratores como maquinas pá carregadeiras são usadas.

Após essa etapa, os materiais são armazenados em grandes camiões adaptados para cargas pesadas e transportados com destino a indústria onde lá esses blocos serão transformados em chapas.

As chapas podem ser produzidas nos seguintes acabamentos: Polido (com brilho), levigado (sem brilho) e escovado (sem brilho). Após passado pelo processo de extração e industrialização o granito e mármore estarão prontos para ser comercializado por marmorarias que irão executar os projetos de pias, escadas, balcões, colunas, lareiras e até onde a criatividade permitir.

Os Mármores de Estremoz são calcíticos e apresentam numerosas variedades cromáticas e texturais (das quais se destacam os mármores brancos, tão apreciados na época romana) e incluem-se numa unidade geológica denominada de Complexo Vulcano-Sedimentar Carbonatado de Estremoz.

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

10
Mai22

Museu do Mármore Raquel da Costa

Armando Isaac

O renovado Museu do Mármore Raquel da Costa situa-se na Pedreira da Gradinha em Vila Viçosa.

É um espaço museológico desenhado com o objectivo de dignificar o mármore, bem como dar a conhecer todo o processo relacionado com a extracção e transformação desta rocha ornamental.

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

07
Mai22

Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa

Armando Isaac

O Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, também conhecido como Solar da Padroeira (por nele se encontrar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal), é uma igreja e santuário mariano situado em Vila Viçosa, no Alentejo, em Portugal.

O templo, que é simultaneamente Igreja Matriz de Vila Viçosa, fica situada dentro dos muros medievais do castelo da vila, não se podendo porém precisar a data exacta da sua fundação, sendo que a existência da matriz é já assinalada na época medieval.

O edifício actual resulta da reforma levada a cabo em 1569, em pleno reinado de D. Sebastião de Portugal, sendo um amplo templo de três naves, onde o mármore regional predomina como material utilizado na construção.

Segundo a tradição, a igreja, denominada de Nossa Senhora do Castelo e consagrada a Nossa Senhora da Conceição, foi fundada pelo Condestável do Reino, D. Nuno Álvares Pereira, após a vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota (1385) contra os castelhanos. A imagem da padroeira, que ainda se encontra actualmente no santuário, foi oferecida pelo mesmo condestável, que a adquiriu em Inglaterra.

A mesma imagem teve a honra de, por provisão régia de D. João IV de Portugal, referendada em cortes gerais, ter sido proclamada Padroeira de Portugal, em 25 de março 1646. A partir de então, não mais os monarcas portuguesas da Dinastia de Bragança voltaram a colocar a coroa real na cabeça.

A notável imagem, em pedra de ançã, encontra-se no altar-mor da igreja, estando tradicionalmente coberta por ricas vestimentas (muitas delas oferecidas pelas Rainhas e demais damas da Casa Real).

Ainda em 6 de Fevereiro de 1818 o rei D. João VI de Portugal concedeu nova benesse ao Santuário, erigindo-o cabeça da nova Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, agradecendo à Padroeira a resistência nacional às invasões francesas.

Fonte: Wikipédia

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

27
Abr22

Desfile do 25 de Abril - 2022

Armando Isaac

Este desfile do 25 de Abril na Avenida da Liberdade em Lisboa, terá sido certamente um dos maiores defiles já realizado, face ao mar de gente presente. Já havia chegado, à algum tempo ao Rossio a cabeça da manifestação, quando voltei a subir a Av. da Liberdade e ao chegar próximo da Rotunda do Marquês, ainda estava evoluindo a cauda do desfile.

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

31
Mar22

Palácio Nacional de Queluz

Armando Isaac

ARTE CULTURA E SONHO

Ao vermos esta séria de fotos sobre o Palácio de Queluz de Armando Isaac, a primeira impressão que nos dá é a de um raro documento icónico desta estrutura patrimonial que foi Palácio Real:  representativo do fim do ciclo do ouro do Brasil. E digo raro por ter sabido juntar o sentido documental da foto, com o sentido estético, tornando o conjunto muito apelativo ao olhar, à reflexão histórica e artística, mas também ao sonho!

            Se entendermos a História da Fotografia como uma sequência da História da Pintura facilmente percebemos que um "instantâneo fotográfico" em termos conceptuais, se assemelha muito ao desenho e ao esquiço, mas igualmente à gravura. Por isso é com propriedade que vemos nas teorias de Arte mais comuns, a fotografia ser devedora do Pictórico, mas que devido ao instante, modernamente o substituiu. Pela mesma razão, já não vemos o facto de Nadar voar em Balão, sobre a cidade de Paris para fotografa-la (sec. XIX)  uma excentricidade de rico, como o designaram na época. A sua " excentricidade" patenteou a fotografia aérea e de então para cá o mundo nunca mais foi o mesmo e o simples "estou a ouvir" transformou-se em, " estou a ver" e nele estamos.

O pioneirismo de Nadar contribui para que nenhuma artista dispense a fotografia como ferramenta do seu trabalho Artístico. O seu uso possibilitou entender o mundo de forma quase ilimitada sobretudo quando combina aspetos antropológicos e paisagísticos. Tornando a fotografia no melhor meio para a difusão do conhecimento sobre a sociedade humana, o meio e o ambiente, mas também para recordar todo o tipo de ações e tradições onde a História de Arte se inclui.

            Pela fotografia o nosso olhar passou a estar em todo o lado, por esta ligar o observador, à realidade por falarem diretamente ao espectador, que lhes conta situações e atitudes. Mas de forma invisível, também o liga ao sonho e à viagem como experiências vitais de vida. Esta   união transformou-se num meio de fuga frente aos fenómenos cada vez mais massificados da cultura.

É pois, neste âmbito que este trabalho de Armando Isaac ao Palácio de Queluz e seus jardins  se inserem. As suas fotos  ultrapassam o mero valor documental desta obra que muitos consideram a última do Barroco na Europa.

            Desvelando-nos um olhar de fino quilate que é simultaneamente plástico e estético, pedagógico e livre. Permitindo-nos organizar o que nos mostra pelo interesse dos temas, que são, diversificada pela  História ( politica e mítica)  ou pela Arte (Pintura, Design, Tapeçarias, Mobiliário, Azulejaria, Jardins, Escultura…) tudo desfila diante do nosso olhar na sua beleza natural.

             A minha formação e atividade escultórica impele-me salientar o Jardim, por este corresponder, desde os primórdios da humanidade, a ideia de Utopia realçada em vários mitos sobre o ideal de natureza expressos no " Jardim do Éden/Paraíso" e o "Eliseu" grego.

            O jardim deste palácio enfatiza o sentido teatral, recorrendo ao cenográfico   e faustosos para dar a um efeito de infinito: arquitetura e paisagem, tende a misturar-se com a escultura, quando não são os edifícios e anexos do palácio tratados como se fossem uma enorme escultura. 

            Em termos simbólico, o jardim corresponde à ideia da recreação de um mundo idílico, no desejo do homem habitar um mundo melhor. Uma utopia alcançável, como sinónimo de lugar de tranquilidade e felicidade. Espaço de felicidade, belo, agradável, útil e saudável. Um emblema que se forjou com as imagens do Éden e do Eliseu.  O jardim, pretende representar um âmbito natural criado à pequena escala de um microcosmos natural para uso e desfrute humano. É a natureza transformada em sentimento.

            Esta mesma conceção do jardim nunca variou com o nosso domínio do espaço ou o mundo fazia mudar a forma na qual o homem se relacionava com ele. Desde os jardins egípcios com as suas piscinas ou os jardins suspensos da babilónia, ate aos vasos de flores nas varandas das nossas cidades continuamos a ver o jardim como resposta diferenciada das nossas conceções sobre essa ideia de Utopia que expressa a relação temos com a Natureza. No presente revestiu aa designação de "Defesa do meios ambiente" e a "Ecologia".

            Do mesmo modo se pode dizer que, o jardim se apresenta como uma recreação da Geografia e a História Mítica da humanidade, é o lugar dos Deuses, o lugar no qual se recriam mitos e um  Altar onde se venera a natureza. E não são poucos os deuses que vemos representados pelos recantos e fontes deste belo Jardim. Com eles a nossa fantasia recria-se em histórias petrificadas, no encontro de ninfas ou de deusas Hespérides. Também vários deuses em bronze surgem nas águas e fontes como Posídon, armado com o seu famoso tridente e vários golfinhos a acompanha-lo na sua viagem imperial. Outros entre a vegetação e sentados espreitam como que a recordar este hino à natureza. 

            Por todo o jardim, paredes e anexos do palácio, surgem figuras fantásticas para reforçar esse sentido mágico de espaço de infinito e evocar a vida como uma permanente viagem pela fantasia. Mostrando-nos ainda animais fantásticos e alados que a cada momento, se cruzam connosco nesta viagem profunda à Cultura, Arte e a Fantasia, através de fotos.

Por isso este magnifico conjunto de fotos recordam-me um dos doze trabalhos de Hércules aquele em que vai ao jardim das Hespérides obter as celebres maçãs de ouro da imortalidade. Foi isso que fez, Armando Isaac, com as suas fotos, como elas podemos celebrar momentos de deleite estético e desejada perenidade:  Bem-haja!

António Delgado

Professor Doutor de Belas Artes

PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

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JARDIM, LAGOS E FONTES

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

28
Mar22

Museu do Brinquedo de Seia

Armando Isaac

O museu nasceu com o intuito de valorizar a infância, um período da vida fundamental para o desenvolvimento global do ser humano. Procura-se popularizar os brinquedos de várias épocas, lembrando a todos quão relevantes têm sido estes objetos lúdicos, ao longo dos tempos, para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. É através do jogo e do brinquedo que ela sente, pensa e age, reproduz e recria o meio circundante, possibilitando a realização de sonhos e fantasias.

O museu do brinquedo, ao valorizar a infância, tem como objetivo também destacar a atividade lúdica e o direito de brincar, preservando memórias, costumes e crenças dos tempos antigos e atuais, ao mesmo tempo que consolida laços culturais entre tempos, entre o nosso país e o mundo.

In: Google

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

26
Mar22

Duendes da tribo dos Hérmios

Armando Isaac

Espaço temático do Museu Nacional do Pão em Seia, dedicados aos visitantes mais novos, que de uma forma didática, dinâmica e encantada descobrem os caminhos do pão. Aqui são recebidos pelos duendes da tribo dos Hérmios, protetores dos primeiros habitantes dos montes Hermínios, que nos levam numa viagem imaginária e mistificada ao passado do pão. Um espaço onde a história e a lenda se cruzam, onde o pão passa pelos nossos olhos e pelas nossa mãos.

In: folheto promocional

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Fotos: © 2022 Armando Isaac

 

 

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