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#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

30
Mar09

Nazaré

Armando Isaac


Do Valado à Nazaré são seis quilómetros, quase sempre através do monótono pinhal de El-Rei. É um majestoso templo que não acaba e onde a solidão se torna palpável entre os troncos cerrados e sob as copas espessas. Por fim, o caminho desce, passando a Pederneira, e avista-se lá em baixo a branca Nazaré e o mar apertado num vasto semicírculo de montes verdes, que mergulham no azul dos alicerces. Ao norte, o panorama acaba de repente num paredão temeroso, que entra direito pelas águas e entaipa o céu. É um morro avermelhado e riscado, com vegetação pegajosa de urze e de cardos e um penedo destacado na ponta - o bico do Guilhim. Lá em cima, as paredes brancas duma aldeia árabe entre as sebes de cactos hostis - o Sítio. Pedaços de rochas salientes ameaçam desabar a toda a hora... (Raul Brandão)
22
Mar09

Lisboa ao entardecer

Armando Isaac


Lisboa ao entardecer redime-se de tudo.
Não há mau gosto, não há pelintrice, que resistam a uma claridade assim, alastrada na superficie de um rio como este, liso, saudoso, aberto para o longe... Não há miséria nem desleixo que resistam à doçura do ar, às aventuras da luz e da sombra por estas encostas abaixo.
Tardes de ramos nus, eriçados de botõezinhos novos, tardes de castelos na bruma e jóias de fogo acesas bruscamente no topo dos mastros, na ponta das quilhas; tardes em que a Outra Banda é uma costa longínqua, irreal, a emergir da névoa; tardes em que todo o quadro, casas, árvores, céu e rio, barcos à vela e cruzadores, montes recortados de além e guindastes finos de cá - todo o quadro tem apenas duas cores, cinzento e rosa em gradações infinitas. Jogo de cortinas impalpáveis, que vai desde a nitidez diáfana do nu - com os montes recortados nos ínfimos detalhes, verde-garafa, amarelo-torrado - até à fantasmática mise en scène de véus cinzentos, de montes de cristal, de água de prata fosca... Mais pela noite dentro, o céu é azul vivo, límpido e fundo, a descair para o verde doirado na distância, com silhuetas de casas negras, onde a luz de Natal brilha fixa. E no rio cor de tinta passam hipóteses de barcos, arvorando luzes que sulcam a àgua invisível... (Ester de Lemos)
22
Mar09

Quando me lês somos 3

Armando Isaac










Noémio Ramos, Eduardo Chitas, Jorge Nuno, Selma Pousão-Smith e Paulo Almeida
O Jorge organizou, o Paulo apresentou, o Noémio, o Eduardo e a Selma falaram dos livros na Livraria Almedina!
Três: o texto, o autor e o leitor, e eis a química de que é feito o livro.
Mas disse o autor no texto o que o leitor leu? Poderia o autor ter dito ou escrito o que queria sem correr o risco de o seu texto, por uma razão ou outra, nem sequer ser entendido ou ter chegado às mãos do leitor?
Será em definitivo o autor o genuíno único leitor e não será o texto apenas uma memória sugeitas à vicissitude das circunstâncias? Afinal o autor e o leitor morrem e só o texto sobrevive, ou será que todos eles se transformam num rosário de releituras, revivências e reescritas? P.A.




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