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#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

27
Jun10

É doce o poente e triste o orvalho?

Armando Isaac
                                                                                                                                           © Armando Isaac



É nas manhãs orvalhadas de Outono
depois das noites solitárias, geladas
que penso em ti e à tristeza me abandono
E os longos dias cheios de nadas
tendo longínquas e difusas notícias de ti
escorrendo pelos dedos as horas paradas
Então vem o doce poente dizer, sorri
o silêncio a meditação são coisas amadas
dizer que regressarás a este amor por ti
* Do livro “Perguntas ao Outono” - Fernando Antunes

20
Jun10

Sonho delicado

Armando Isaac
                                                                                                                                   © Armando Isaac

Se enquanto dormes
me amas em sonho delicado 
a noite é toda iluminada 
para este mar prateado
Mas se te espero 
sem esperança de que apareças
que nome dar á tristeza, sem sol 
mundo ás avessas

Se te transformas em arco-íris 
tudo banhando de claridade  
é azul o horizonte
alegremente serena esta vontade
Mas se estás longe
sol no outro lado do hemisfério
são escuros os sonhos 
no precipício do mistério
Há gaivotas na praia 
grasnando, com seu passo desengonçado
golfinhos saltando de alegria
 se estás ao meu lado
E um doce sorriso 
na maresia deste mar gelado
com sol ou sem ele 
sempre que estás a meu lado.
* Do livro “Perguntas ao Outono” - Fernando Antunes
12
Jun10

É à tarde

Armando Isaac
























                                                                                                                                   © Armando Isaac



É à tarde
quando a brisa transporta meus pensamentos
em ânsia de acasalarem com os teus 
que te procuro
Alongo meus olhos
do cimo do mastro dum barco naufragado
donde se vislumbra
tua casa de névoa
E sonho
casas cheias de gente que se amam
na vaga esperança 
de poder sorrir-te
Quando
a noite vem dizer-me que são horas
deixo de procurar pelas ruas
amarro-me ao teu corpo ausente
Que posso fazer amor
sem o lençol de pétalas aveludadas
sem o perfume das rosas amarelas
* Do livro “Rosas na Hospedaria do Vento” - Fernando Antunes

10
Jun10

Memórias de um passado....?

Armando Isaac





                                                                                                                                     © Armando Isaac


O que os terá reunido naquele momento? Memórias de um passado em que conviveram? Ou, simplesmente, a crise que os retirou de um descanso forçado imposto pela História, para, em troco de alguns rublos – a vida também deve ser difícil n’ “Outro Mundo” (de outra forma não teria este nome) – complementarem as suas reformas. Não o sabemos, mas isso, também, pouco nos interessa. Ironicamente, ou talvez não, não deixam de ser curiosas as posturas dos protagonistas. Lenine, parece cabisbaixo, certamente surpreendido pelo estado da nova Rússia, agarrando-se desesperadamente a um sonho, que sustentou, durante décadas, utopias e combates. Estaline, aparece-nos com a bandeira desfraldada, sem convicção, como se a altura do pronunciamento já se tivesse esgotado e fosse tempo de regressar a casa. Nicolau II, ainda, revela alguma dignidade (aquela que, segundo os biógrafos lhe terá faltado no momento da morte), talvez porque o actor que lhe veste a pele seja mais empenhado ou, então, ainda esteja preso a convicções. De que falarão? Provavelmente do tempo, da crise (inevitavelmente) ou, muito simplesmente, da postura que deverão adoptar para se tornarem alvos fáceis de um fotógrafo competente e curioso.
Texto de Alcino Pedrosa
05
Jun10

O SONHO

Armando Isaac
























                                                                                                                                  © Armando Isaac


Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não Chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.


Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.


Chegamos? Não chegamos?


- Partimos. Vamos. Somos.




Poema de Sebastião da Gama

04
Jun10

A Tristeza

Armando Isaac



































                                                                                                                                      © Armando Isaac
A tristeza, se deitada no arco-íris, é alegria?
A tristeza vem desde o berço 
percorrendo o caminho até ao final da ilusão 
não é uma tristeza triste é um estado permanente 
com o qual coabito docemente
Quando a vida ainda era leve, alegre, e solto o conviver 
num dia de pretensa chuva, junto ao mar, olhei o arco-íris 
ao qual brindei com oferendas e preces, para me proteger
Nesse espectro de cor, a cor azulada 
gravou sem o saber, a amizade por esta tristeza adivinhada 
o tempo foi passando a afeição cimentando o Outono chegando 
e o azul do arco-celeste a esta tristeza endémica se abrindo 
Hoje digo alegria, porque o arco-íris sempre me quis 
e a tristeza deitada no seu seio, diz-se feliz 
* Do Livro “Perguntas ao Outono” - Fernando Antunes

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