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#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

17
Dez12

Uma folha de papel

Armando Isaac

A folha de papel, parente tardio do papiro e do pergaminho, foi como se sabe o instrumento de cálculo mais usado desde que se popularizou a tinta e a pasta de papel trazida do Oriente, e sobretudo a partir do século XVI e no Ocidente, com o uso generalizado da escrita cursiva.

Mas numa folha de papel pode haver mais matemática para além daquela que lá se escreve; basta compulsar um belo livro de Tandalam Sundara Rao (n. 1853), ainda hoje muito popular, sobre exercícios geométricos com dobragens de papel, ou mais recentemente toda uma curiosa literatura baseada sobretudo nos trabalhos de Jacques Justin e Humiaki Huzita (1989) fundamentando axiomaticamente as técnicas de dobragem de papel vindas do Oriente e conhecidas no Ocidente pelo nome de “origami”, com muitos entusiastas em particular em Espanha - um dos quais Miguel de Unamuno - e na Argentina, onde surgiu uma nova vertente, devida a Diego Uribe (1994), direccionada para a construção de “pop-ups” fractais. E que tal dobrar uma folha de papel usual ao meio, digamos, 50 vezes? Se o fizéssemos a espessura das folhas sobrepostas seria três quartos da distância da Terra ao Sol e o comprimento da folha cerca de 6,6 x 1022 Km, ou seja cerca de setecentas vezes maior que o diâmetro da Via Láctea.

 

Nota: Extracto do texto de apoio à conferência apresentada pelo Prof. Paulo Almeida do I.S.T.


 

                                     Anúncio da conferência

 

Prof. Paulo Almeida
Arenário, folha de papel e computador
Livro chinês
Outro livro chinês
de Arquimedes a Eudóxio
demonstrações
Demonstração dos grãos de areia necessários para encher o Universo
O Computador
O computador
Funcionamento do computador
planetas habitáveis
Prof. Paulo Almeida
Demonstração do Teorema de Pitágoras com uma folha de papel
Demonstração do teorema de Pitágoras
Demonstração do teorema de Pitágoras
Demonstração do teorema de Pitágoras
Demonstração do teorema de Pitágoras
Dobrar folha de papelo ao meio, 50 veves?
Fractais
Fractais
Fractais
Fractais
Documento alusivo à homenagem ao Prof. Manuel Valadares em 9 de Março de 1983
Entrega do documento à Faculdade de Ciências.
FOTOS: © Armando Isaac

 

04
Dez12

Santa Bebiana

Armando Isaac

A festa de Santa Bebiana é um testemunho etnográfico das festas báquicas pagãs, em honra de Baco, deus do vinho, e dos ritos em que beber vinho era beber a vida e imortalidade do próprio deus. É uma das tradições mais originais de Caria, comemorada anualmente no dia 2 de Dezembro.

No dia da festa preparam-se duas padiolas onde são colocados a Santa Bebiana, a santa das mulheres, transportada por rapazes e o São Martinho, santos dos homens, transportada pelas raparigas. Estes “santos” eram antigamente feitos de palha e vestidos com roupas de pano. Actualmente usam-se manequins. As padiolas são enfeitadas com garrafões, cabaças, garrafas, ou seja, qualquer recipiente em que usualmente se coloca o vinho.

Á noite a procissão sai com mordomos, secretários, juízes e um prior que vai fazendo os sermões durante o percurso da mesma.

É também costume os irmãos da Irmandade, transportarem uma padiola com um barril de vinho, que vai sendo distribuido pelos presentes.

A procissão é iluminada por archotes feitos de palha. 

O prior, ao longo da procissão dizia o seguinte sermão:

 

Credo

Creio no álcool a 36 graus, todo poderoso e criador de formidáveis carraspanas. Creio na aguardente sua filha e minha esposa predilecta a qual foi concebida por obra e graça do alambique, nasceu da puríssima cana e padeceu sob pisão dos moinhos. Foi derramada e sepultada num casco, ao terceiro dia, surgiu da garrafa e subiu graciosa e triunfante à caixa dos pirolitos. Escoou o fundo da caldeira e até no tonel bem rolhada, estando à mão direita das barbas do bagaço, de onde há-de vir a alegrar uma grande pândega sem fim; dar vista aos grandes e pequenos, ricos e pobres, doutores e burgueses, santos e diabos. Portanto, creio na repetição da pinga, na santa vindima anual, na comunicação dos irmãos do esgota, na renovação das pipas vazias, na bebedeira eterna. Amen.

 

Pai Nosso do Vinho

Santa uva que estais na parreira, purificada sejais sem enxofre e sem sulfato. Venha a nós o vosso líquido para ser bebido à nossa vontade tanto na taberna como na nossa casa, mas livrai-nos de quebrar a cabeça. Amen.

 

In: Monografia do Concelho de Belmonte, edição da C.M.B.

 

 

Nota: As fotos são da minha autoria e datam de 2001, originalmente obtidas a cores por processo analógico. Posteriormente digitalizei os negativos que foram passados para p&b.


 

 FOTOS: © Armando Isaac 

 

 

 


 



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