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#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

#MOMENTOS

Momentos são pequenas fracções de tempo em que algo, único e irrepetível, acontece e que o fotógrafo teve a capacidade de captar! Mostram-nos movimento, emoção e contam-nos uma história.

23
Out20

Lenda do Rei Vamba

Armando Isaac

A lenda do rei Vamba, ou Maldição de Ródão, fala do amor adúltero de uma rainha cristã, que vivia no Castelo de Ródão, com um rei mouro residente do outro lado do rio. Diz a lenda que se namorava, sentados em cadeiras de pedra, situadas num e noutro lado das Portas de Ródão, enquanto o rei cristão andava na caça ou na guerra. Diz-se ainda que o rei mouro decidiu raptar a rainha cristã e para esse fim escavou um túnel, com início no Buraco da Faiopa, para passar por baixo do rio. Mas falhou o propósito e o túnel terminou a grande altitude, no morro sul das Portas de Ródão, onde existe uma cavidade que chamam Buraca da Moura.

O rei mouro acabou por fugir com a amante que atravessou o rio sobre uma teia de linho. Segundo a lenda, o rei Vamba conseguiu raptar a mulher. Esta foi julgada em tribunal familiar que a condenou á morte por despenhamento, presa a uma mó. Na queda a rainha lançou a seguinte maldição sobre Ródão: “ nesta terra não haverá cavalos de regalo, nem padres se ordenarão e putas não faltarão”. Por onde a rainha passou, arrastada pela mó, diz a lenda, jamais nasceu mato.

O local também conhecido por Castelo de Ródão, Castelo das Vila Ruivas, ou Castelo das Portas, chama a atenção para um monumento classificado, implantado na área do Monumento Natural das Portas de Ródão, um espaço de extraordinária beleza cénica e de grande importância estratégica, cruzamento de rotas e vias de comunicação, com destaque para as da transumância, entre a Serra da Estrela e o Alentejo e das invasões militares, dirigidas a Lisboa, que passaram o Tejo em Vila Velha de Ródão.

A sua origem pode estar relacionada com a doação do território da Açafa, por D. Sancho I, à Ordem do Templo, em 1199, embora se admita uma origem anterior.

Enquanto construção para fins militares, deve ser considerada como uma torre de vigia, embora mais complexa que o comum das estruturas. È constituído por uma torre e uma muralha fechada. A porta original da torro situa-se ao nível do andar superior. No lintel, da porta, existem cinco linhas gravadas e a cruz da Ordem do Templo.

Inicialmente, durante a Reconquista Cristã, teria como principais funções a vigilância da linha de fronteira do Tejo, das incursões muçulmanas provenientes do sul. A partir dos tempos modernos, o Castelo viria a ser utilizado, em particular nos séculos XVIII e XIX, como base de artilharia tendo em vista impedir a passagem do Tejo, de norte para sul e, consequentemente, a entrada no Alentejo, de acordo com uma rota de invasão através da Beira Baixa. Foi o que sucedeu durante a Guerra dos Sete Anos e na 1ª invasão Francesa, em 1807.

In inf. turística

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Fotos: © 2020 Armando Isaac

 

 

 

 

 

 

 

 

15
Out20

Ana Moura - Fadista

Armando Isaac

Não há outra voz no fado como a de Ana Moura. Uma voz que se passeia pela tradição livremente, sem deixar de flirtar elegantemente com a música pop, alargando de uma forma muito pessoal o raio de acção da canção de Lisboa. Mas aquilo que a distingue é não apenas um timbre grave e sensual como há poucos – Ana Moura transforma instantaneamente em fado qualquer melodia a que encoste a sua voz. É um rastilho imediato, uma explosão emocional disparada sem contemplações ao coração de quem a ouve.

Fausto, José Afonso, Ruy Mingas, música angolana e fado. Era isto que se cantava nos serões da família Moura, em Coruche, era Ana Moura apenas uma catraia – nasceu numa outra localidade ribatejana, Santarém, em 1979 – com gosto pelas cantorias. 


O destino leva Ana Moura a um bar em Carcavelos onde cede à tentação e canta um fado. Presente na sala, o guitarrista António Parreira, de tão impressionado, toma-a pela mão e leva-a a várias casas de fado.   Maria da Fé, co-proprietária da prestigiada casa de fados Senhor Vinho, quem não resiste àquele talento em bruto. Aos aplausos, Maria da Fé junta o convite para cantar na sua casa.

É precisamente nesses ambientes nocturnos, do Senhor Vinho mas também das outras casas de fados que começa a frequentar, que se dá a verdadeira escola do seu canto. Antes, Ana Moura cantava o fado porque sim, porque a intuição lhe mandava, porque a boca lhe fugia para ali. Agora, os ensinamentos dos mais experientes – sobretudo Maria da Fé e Jorge Fernando – dão-lhe outros porquês, sem lhe matar a espontaneidade.

A carreira de Ana Moura começa a ganhar um tamanho fôlego que a fadista acaba por abandonar o Senhor Vinho, a fim de poder dar resposta aos muitos convites que vai recebendo para tocar fora do país. A internacionalização leva  Ana Moura a actuar na mítica sala Carnegie Hall, em Nova Iorque, em Fevereiro de 2005. Do outro lado do mundo, o saxofonista dos Rolling Stones Tim Ries entra na Tower Records de Tóquio à procura de discos de fado. Leva já na cabeça a ideia de incluir uma fadista no segundo volume do Rolling Stones Project, um projecto por si liderado que convida gente de outras marés musicais a interpretar temas dos Stones em colaboração com um dos históricos músicos da banda. Compra três CD às escuras, por mero instinto, e foi amor à primeira audição. Para o disco, Ana grava “Brown Sugar” e “No Expectations”. Ao vivo, interpreta este último com os Stones no Estádio Alvalade XXI. A partir daí, em várias ocasiões, as digressões de Ana Moura e dos Rolling Stones coincidem nos mesmos sítios. 

Um dos trunfos de Para Além da Saudade, aliás, seria a rara participação de Fausto num disco alheio. Ana, que crescera a ouvir o autor de Por Este Rio Acima, perdeu a vergonha e pediu-lhe uma composição. Outra das autoras convidadas, desta vez a compor expressamente para si, foi Amélia Muge. A troca com outras culturas ficou então por conta de um dueto com o histórico cantor espanhol Patxi Andión. 

Em Maio de 2009, após um primeiro contacto telefónico, Prince desloca-se propositadamente a Paris para presenciar à sua frente o charme da fadista na sala La Cigale. A 18 de Julho de 2010, Ana Moura volta a colocar o fado num grande espectáculo do universo pop/rock, ao subir ao palco com Prince no encore do concerto do músico no Festival Super Bock Super Rock, no Meco. Juntos interpretam uma versão em português de “Walk in Sand” e o fado tradicional “Vou Dar de Beber à Dor”.

Com mais de 300.000 discos vendidos, mais de 1 dezena de galardões onde se destacam 2 Globos de Ouro, 2 prémio Amália, 1 nomeação para os Songlines Music Awards na categoria de Melhor Artista, participações com ícones da música Prince, The Rolling Stones, Caetano Veloso, Gilberto Gil ou Herbie Hancock, Ana Moura é a artista nacional com a carreira mais pujante da atualidade.

Do seu canto, sabemos apenas que nasceu no fado. Nunca saberemos onde termina.

Nota - Excerto curricular

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Fotos: © 2020 Armando Isaac

 

 

 

 

 

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